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Não te esqueças do dia que é hoje!

por Okay ;), em 27.02.14

Perdi-te no exato momento em que nos despedimos na estação de comboios. Lembro-me como se fosse hoje, como se estivesse lá agora neste preciso momento. Julgo que já sabia, que já previa. Olhei nos teus olhos e vi um olhar perdido, um olhar distante. Mas o amor que sentia(o) por ti (é)ra tão grande que estava cega, que não queria ver o que estava à minha frente e continuei iludida.

Sabia que as coisas não estavam bem, porque as tuas mensagens já não eram carinhosas. E o que mais me custou foi ter que saber por um telefonema de outra pessoa que tinha que falar contigo, saber por mensagens que precisavas de um tempo, que estavas confuso, que querias tomar uma decisão. E apesar de eu já saber exatamente qual era a tua opção ainda dei o benefício da dúvida. Mas tu já estavas bem e com o teu coração ocupado. Ocupado como nunca esteve comigo, porque na realidade ele sempre esteve preenchido com outra pessoa.

Como te disse “não escolhemos de quem gostamos e eu não podia gostar pelos dois”, mas isso não impediu que todos os dias acordasse a pensar em tudo o que aconteceu, em tudo o que passamos juntos, em todos os bons momentos e, depois, em toda a dor que me causaste.

Não há palavras para descrever o sofrimento que estava a passar, era uma dor constante, incomodativa, não parava e, ainda hoje, quando penso em tudo consigo sentir vestígios dela. Foram muitas as noites em claro, as noites mal dormidas, as noites em que sonhava contigo, com ela e com tudo, as noites em que acordava a chorar. Foram muitos os dias que passei deitada na cama sem querer ver ninguém, foram muitos os dias em que menti só para me deixarem no meu canto, foram muitos os dias que fingi estar tudo bem quando na realidade a vontade era desabar num pranto. Mas até chorar trazia-me más recordações (como tudo o resto na minha vida), recordações do dia em que me ligaram a dizer para falar contigo e do momento em que desato a chorar como se me estivessem a arrancar o coração, hipoteticamente falando estavam. Um choro sôfrego, entre soluços e falta de ar. Um choro sem igual.

Quantas vezes desejei que me falasses, quantas vezes desejei voltar a falar contigo, quantas vezes quis que tudo não passasse de um sonho, quantas vezes quis acordar e receber uma mensagem tua, quantas vezes desejei que ainda estivesses comigo, quantas vezes desejei ter feito mais por ti, quantas vezes quis que pensasses em mim, quantas vezes quis que perguntasses por mim aos nossos amigos, quantas vezes…

Pensei e repensei no assunto durante dias, semanas e todos estes meses. Revivi tudo na minha cabeça vezes e vezes sem conta, chegando ao final do dia exausta.

Todos os dias adormeci e todos os dias acordei a pensar nisto. Não havia nada que me ocupasse os pensamentos. Tudo me fazia lembrar de ti, absolutamente tudo! Sempre evitei os lugares onde estivemos, os teus horários, os nossos amigos em comum, as músicas que achava que eram nossas. Recordava-me de conversas do princípio ao fim. Encontrava um pouco de ti em tudo o que fazia.

Hoje ainda sei as datas importantes e faço de tudo para que nesses dias nada me faça lembrar de ti. Eu não pergunto por ti e faço os possíveis e os impossíveis para que assim continue. Foste a pessoa mais importante na minha vida e, em oposição, foste também a pessoa que mais me desiludiu. 

Aprendi a viver sem ti, aprendi a viver sem os teus carinhos, aprendi a viver por mim. 

 

Foste, já não és mais!

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publicado às 00:31


1 comentário

Sem imagem de perfil

De macy a 27.02.2014 às 14:29

posso perguntar de onde és e que idade tens?
pergunto sempre antes de adicionar alguém x

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